Boa noite a todos os leitores,
Começo do ano estava meio entediado e muitas coisas aconteceram que apenas aumentaram o 'tédio'. De repente, comecei a escrever uma história que me veio na cabeça. Achei que não passaria de uma ou duas folhas. Quando notei, mais de trinta páginas já estavam escritas e a partir daí a história fluiu facilmente. Resolvi então embarcar nesse novo mundo: O mundo literário.
Confesso que escrever é uma das minhas paixões, mas nunca imaginei conseguir escrever um livro, quanto mais uma série. Pois é, as palavras foram aparecendo e o livro foi tomando forma.
Tendo o livro pronto, fui atrás de editoras que tivessem o interesse em publicá-lo. Aí o que faltou foi paciência e me informar um pouco mais. Acabei mandando loucamente o livro para várias editoras. Depois de uma conversa com minha namorada e meu cunhado, fui registrar o livro. Felizmente tudo correu bem e consegui o registro do livro.
Dica para os novos autores: REGISTREM O LIVRO. Mesmo que não enviem para editoras, mas ao ser escrito, o livro passa a ser uma criação. Um sentimento de você ter escrito, ter produzido um livro é indescritível. Deve ser como todo criador se sente em relação a sua criação. E é um prestígio que você dá ao seu livro quando o registra.
Territórios: O Cinturão de Fogo é apenas a primeira obra da série. Foi escrito em menos de uma semana numa verdadeira maratona que intensificou minha tendinite e meu incômodo nos olhos. A idéia fluiu e me diverti muito escrevendo. No início, seriam cinco livros. Contudo, com novas idéias pipocando na minha cabeça, mais um livro foi acrescentado a série. Atualmente estou terminando o terceiro livro e posso garantir que as aventuras só aumentarão com o decorrer da história.
Abaixo segue uma pequena sinopse do primeiro livro da série e a versão de capa feita por Andréa de Melo(deasigner@hotmail.com).
"Alf é apenas um garoto normal, estudando numa escola normal, vivendo num mundo normal. Contudo, uma tempestade e uma súbita sonolência alavancam Alf para um mundo de aventuras e batalhas intensas. O mundo: um continente dividido em porções de terra denominadas Territórios. Cada Território possui um governante intitulado Marquês. Uma grande guerra está explodindo quando Alf acorda numa cama confortável num castelo.
Neste novo mundo, Alf faz novas amizades e aprende sobre Espíritos, entidades elementais que emprestam seus poderes à seres humanos merecedores através de pactos. Um General avança com suas tropas sobre o Território do Fogo e Alf deve combatê-lo. Embarque nesta aventura alucinante com guerras, amizades e lágrimas. Assim é Territórios: O Cinturão de Fogo."
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
domingo, 5 de setembro de 2010
Na fila do mercado
Boa tarde leitores,
Hoje vou contar um caso "engraçado" que aconteceu comigo. Não é engraçado no sentido da palavra. É mais no sentido de incomum.
Acordei de madrugada por conta de uma insônia que vem me perturbando já alguns dias. Lógico que com todo o meu típico mau-humor de insônia não consegui mais pegar no sono. Então vim para o computador mexer na internet. Quando menos notei, já era de manhã e minha barriga começou a roncar. Fui até a geladeira para ver se tinha alguma coisa para comer. Procurei, procurei e não achei nada que desse vontade de comer. Decidi então que iria comprar um sonho no supermercado aqui perto de casa.
Troquei de roupa e em menos de cinco minutos já estava no caminho. A cidade estava bem tranquila. A rua estava vazia, coisa muito difícil de se encontrar numa capital como São Paulo. O céu nublado era o sinal de que o tempo esfriaria. Quando cheguei no supermercado, foi o perfeito contraste com a cidade naquele momento. Filas para pão. Filas nos dois únicos caixas funcionando. Até fila para pegar carrinho. Vendo todo aquele alvoroço, até me arrependi de ter saído de casa só para comprar sonho. Andei rápido para o balcão. Outras sete pessoas esperavam uma mulher que tentava pegar um sonho com uma mão enquanto segurava o celular pressionando-o contra seu ouvido com a outra mão.
Após uma longa espera, finalmente peguei meu sonho e parti para a fila do caixa. Para minha infelicidade, a fila do caixa estava ainda maior do que a do sonho. Carrinhos de compras lotados congestionaram as duas filas. E eu, apenas com meu sonho, teria que aguardar.
Na minha frente, uma senhora esperava pacientemente sua vez. Ela segurava uma cesta de compras com enlatados, pão, algumas verduras e frutas. Ofereci segurar a cesta para ela, mas educadamente ela recusou. A partir daí, a senhora começou a conversar comigo. Na verdade, foi praticamente um monólogo. Ela falou e eu ouvi. A senhora se chamava Antônia e há poucos dias perdera um neto num acidente de carro. Ela falou que o neto se parecia muito comigo me deixando encabulado. Quando sorri, ela derramou uma lágrima. Ao me ver preocupado, ela sorriu e disse que seu neto sorria como eu. Então comecei a perguntar para a senhora como era o neto dela e ela me falou que ele era um bom garoto, tinha uma boa profissão, embora ainda estivesse começando. Ela me falou que ele estava noivo de uma garota que ela adorava e que partia o coração dela ver o sofrimento da garota após a morte do seu neto. Nessa hora, a senhora já não segurava mais suas lágrimas. Ela chorava mas suas palavras continuavam saindo firmes.
Quando finalmente chegou a vez dela no caixa, ela segurou minha mão com força e agradeceu. Disse que iria rezar para que eu vivesse bastante (espero que isso realmente aconteça) e que pudesse ter tempo para aproveitar a vida. Então a senhora foi embora com seus passos curtos e rítmicos. Paguei meu sonho e voltei para casa. Estou até agora com aquela senhora na cabeça. A infelicidade dela de viver e ver seu neto morrer me deixou pensativo. Infelizmente a vida. às vezes, nos tira pessoas muito antes delas se tocarem que estão vivendo.
Por isso é bom aproveitar ao máximo tudo que a vida nos oferece.
Um bom feriado a todos.
Hoje vou contar um caso "engraçado" que aconteceu comigo. Não é engraçado no sentido da palavra. É mais no sentido de incomum.
Acordei de madrugada por conta de uma insônia que vem me perturbando já alguns dias. Lógico que com todo o meu típico mau-humor de insônia não consegui mais pegar no sono. Então vim para o computador mexer na internet. Quando menos notei, já era de manhã e minha barriga começou a roncar. Fui até a geladeira para ver se tinha alguma coisa para comer. Procurei, procurei e não achei nada que desse vontade de comer. Decidi então que iria comprar um sonho no supermercado aqui perto de casa.
Troquei de roupa e em menos de cinco minutos já estava no caminho. A cidade estava bem tranquila. A rua estava vazia, coisa muito difícil de se encontrar numa capital como São Paulo. O céu nublado era o sinal de que o tempo esfriaria. Quando cheguei no supermercado, foi o perfeito contraste com a cidade naquele momento. Filas para pão. Filas nos dois únicos caixas funcionando. Até fila para pegar carrinho. Vendo todo aquele alvoroço, até me arrependi de ter saído de casa só para comprar sonho. Andei rápido para o balcão. Outras sete pessoas esperavam uma mulher que tentava pegar um sonho com uma mão enquanto segurava o celular pressionando-o contra seu ouvido com a outra mão.
Após uma longa espera, finalmente peguei meu sonho e parti para a fila do caixa. Para minha infelicidade, a fila do caixa estava ainda maior do que a do sonho. Carrinhos de compras lotados congestionaram as duas filas. E eu, apenas com meu sonho, teria que aguardar.
Na minha frente, uma senhora esperava pacientemente sua vez. Ela segurava uma cesta de compras com enlatados, pão, algumas verduras e frutas. Ofereci segurar a cesta para ela, mas educadamente ela recusou. A partir daí, a senhora começou a conversar comigo. Na verdade, foi praticamente um monólogo. Ela falou e eu ouvi. A senhora se chamava Antônia e há poucos dias perdera um neto num acidente de carro. Ela falou que o neto se parecia muito comigo me deixando encabulado. Quando sorri, ela derramou uma lágrima. Ao me ver preocupado, ela sorriu e disse que seu neto sorria como eu. Então comecei a perguntar para a senhora como era o neto dela e ela me falou que ele era um bom garoto, tinha uma boa profissão, embora ainda estivesse começando. Ela me falou que ele estava noivo de uma garota que ela adorava e que partia o coração dela ver o sofrimento da garota após a morte do seu neto. Nessa hora, a senhora já não segurava mais suas lágrimas. Ela chorava mas suas palavras continuavam saindo firmes.
Quando finalmente chegou a vez dela no caixa, ela segurou minha mão com força e agradeceu. Disse que iria rezar para que eu vivesse bastante (espero que isso realmente aconteça) e que pudesse ter tempo para aproveitar a vida. Então a senhora foi embora com seus passos curtos e rítmicos. Paguei meu sonho e voltei para casa. Estou até agora com aquela senhora na cabeça. A infelicidade dela de viver e ver seu neto morrer me deixou pensativo. Infelizmente a vida. às vezes, nos tira pessoas muito antes delas se tocarem que estão vivendo.
Por isso é bom aproveitar ao máximo tudo que a vida nos oferece.
Um bom feriado a todos.
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Da série: "Coisas que só acontecem na China"
Imagine você, querido leitor, andando despreocupadamente pela rua, quando de repente...você se depara com um rapaz quase raquítico puxando uma carroça. Até aí, nada demais, não? Pois agora imagine que a carroça do rapaz não esteja vazia. Alguns objetos estão pendurados e amarrados para evitar que caiam pela rua. Ainda nada demais, não? Agora imagine que os objetos são cadeiras de vários tipos. Bom, já é um pouco mais difícil de imaginar, não? Pois bem. Agora não adianta nem eu tentar explicar para você o último detalhe porque é impossível de se imaginar. Apenas com foto podemos pensar e ainda assim com desconfiança.

Bom. Provavelmente o garoto vai dar festa para os familiares e estava faltando cadeira para alguns membros e ele foi buscar. Só na China para algo assim acontecer.
Um grande abraço para todos e um bom feriado.
Bom. Provavelmente o garoto vai dar festa para os familiares e estava faltando cadeira para alguns membros e ele foi buscar. Só na China para algo assim acontecer.
Um grande abraço para todos e um bom feriado.
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Vento no litoral
Hoje estava trabalhando quando, da minha lista de músicas, tocou uma que me inundou com lembranças. Uma música, que creio eu, encha a mente de qualquer pessoa com lembranças da adolescência. Da fase dourada da vida. Pois é. Aposto que muitos que lêem já sabem de qual música estou falando. Ela começa assim...
"De tarde quero descansar,
chegar até a praia e ver
se o vento ainda está forte
e vai ser bom subir nas pedras..."
É caro leitor. Não tenho dúvida que você pensou justamente nessa música: Vento no Litoral. Já ouvi algumas pessoas falarem que a música era um assinado de suicídio, que era música para deprimido e tantas outras coisas. Não concordo com nenhuma dessas classificações. Para mim, a música é minha adolescência. Minhas amizades, minhas brincadeiras, minhas dificuldades, alegrias e tristezas. É isso que é a música para mim. Quando me foi perguntado uma vez como eu podia achar que a música não era depressiva, respondi:
"Minha adolescência não foi difícil como de muitas pessoas que conheci e tantas outras que vejo no trem, na rua, ou sentada na esquina de alguma rua. Eu tive casa, comida, companhia. Deitava no chão tanto para me refrescar do calor de Recife como para brincar fazendo paródias com a revolta adolescente. Matei muitas aulas e levei broncas de coordenadoras. Fingi estar doente também e só parei quando a coordenadora já não dirigia mais a escola.
Joguei bola, videogame, elifoot, manager, assisti pokémon, colecionei figurinhas, assisti bob esponja no cinema e Shrek 1. Joguei muita conversa fora, antes, durante e depois das aulas. Tomei muito sorvete e caminhei muito mais ainda no calçadão de Olinda que na época era um monte de pedra mal posta. Comemorei aniversários e jogamos ovos em aniversariantes. Fomos na praia jogar futebol e volei. Sentamos cinco pessoas no banco traseiro de um gol branco.
Sinto saudades da adolescência tanto quanto da infância."
A pessoa então perguntou se eu gostaria de voltar a viver o que vivi na adolescência. Pensei um pouco e refutei a idéia. Então ela me perguntou:
- Por quê não se sua adolescência foi tão feliz?
Olhei nos olhos da pessoa e a minha resposta estava na própria pergunta da pessoa. Não voltaria porque fui feliz e não iria querer correr o risco, caso voltasse, de estragar tudo.
Bom, para os que me conhecem, sabem que eu não teria como falar exatamente o que está escrito aqui, porque quem me conhece, me conhece. Sou muito melhor na escrita do que falando.
Um grande abraço para todos e comentem.
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Da série: "A Janela para Nárnia" - Primeiro Capítulo
"Aquela era uma noite um tanto anormal. Três pessoas esperavam o trem na plataforma já impacientes. Estava ficando tarde e eles ainda não tinham retornado para casa. Um urro contínuo ecoou pelo túnel de onde saíam os trilhos. Alguém que não estivesse acostumado com aquele ambiente imaginaria logo uma serpente gigante com olhos brilhantes saindo pelo túnel, mas os três deram um passo para frente na plataforma. O trem passou por eles carregando consigo uma corrente de ar que esvoaçou seus cabelos furiosamente.
- Finalmente. - um dos três resmungou.
Os outros dois apenas confirmaram com a cabeça.
Finalmente o trem parou e suas portas se abriram. Um apito agudo soou. Os três olharam desconfiados para o trem vazio. Estranharam, mas a pressa fez com que entrassem sem demora. Com um novo apito, as portas fecharam-se e o trem pôs-se em movimento.
Nenhum dos três haviam pego um trem vazio como aquele. Os bancos estavam todos vazios. Eles caminharam até um deles e sentaram-se. Um pressentimento estranho estava percorrendo dentro deles. Eles sabiam que nunca, mas NUNCA mesmo, aquele trem poderia estar vazio. Afinal, eles moravam na CAPITAL.
O trem parou em todas as estações normalmente, mas ninguém entrou naquele vagão. Vez ou outra, quando o trem estava perto de parar, um deles levantava-se e procurava por alguma alma parada na plataforma. Não havia ninguém lá.
- Que cabrero. - o garoto falou com a voz cansada saindo forçadamente.
Os outros dois apenas concordaram com a cabeça.
Quando finalmente o trem chegou no destino dos garotos, eles saíram apressadamente pela plataforma subindo as escadas até a estação de trem. Para espanto deles, a estação estava tão vazia quanto o trem.
- Melhor a gente andar rápido até em casa. - o que falou era o menor dos três. Seus olhos vigiavam as quinas da estação procurando algo que ele não gostaria de encontrar.
Os três subiram a calçada com passadas longas e rápidas pulando até três degraus de uma só vez. Quando chegaram à rua, perceberam que ela estava igual a estação e o trem: VAZIOS.
- Que merda é essa? - perguntou o maior deles. Sua voz mostrando um misto de apreensão e espanto.
A luz dos postes estava fraca e a rua estava imersa numa densa névoa. Os três caminharam quase correndo até o apartamento em que moravam. Este não ficava tão distante, apenas algumas quadras da estação, então em poucos minutos já estavam em casa. Ficaram parados no portão esperando que o porteiro abrisse, mas ele não abriu. Então tocaram a campainha e esperaram. Passou-se um tempo e não obtiveram sinal do porteiro.
- Até o porteiro sumiu! - o menor dos garotos já não tentava esconder o medo. Ele olhava para todos os lados. Estava tremendo e não era de frio.
- Vem. - o do meio puxou o menor para perto da grade do estacionamento. - Pula e pega a chave. - falou para o menor que estremeceu com a idéia do amigo. Ele balançou a cabeça em negação tentando persuadir o amigo a ter outra idéia.
O maior dos três chegou mais perto.
- Vai! Anda logo, Daniel. - ele esbravejou.
Daniel, o menor dos três, pulou a grade relutante. Estava difícil ver a cabine do porteiro, e ele demorou para achar a chave do portão. Ele entrou na cabine preocupado. Aguçou os ouvidos para escutar qualquer coisa estranha.
- Que enrascada... - gemeu assustado.
Quando finalmente encontrou a chave, ele correu ao encontro dos amigos que esperavam do lado de fora. Ele abriu a grade com rapidez e os outros dois entraram.
- Valeu, Dan. - o maior deles parabenizou alegremente o amigo deixando um pouco de lado a apreensão daquela noite.
Os três subiram pelas escadas. O barulho dos passos ecoavam e parecia que caminhavam em um longo túnel.
Finalmente chegaram no apartamento. Eles abriram a porta e entraram.
- Que dia estranho. - Miguel, o garoto do meio, exclamou.
- Pode crer. - Paulo era o maior deles, mas apesar disso estava assustado como os outros dois, embora Daniel tremesse.
CRUNC!
Os garotos estremeceram quando o barulho da queda de algum objeto muito pesado cortou o silêncio.
- Que foi isso?! - Daniel estava amassado contra a parede. O medo fluía pelas lágrimas nos seus olhos.
- Não sei. - Miguel respondeu ao garoto tentando acalmá-lo.
CRUNC!
O barulho assustou novamente os garotos, embora menos dessa vez.
- Olha lá! - Paulo apontou para um luz fraca que saía do banheiro. Os três entreolharam-se pasmos.
- Vamos até lá. - Miguel sussurrou.
- Eu não vou. - Daniel retrucou com a voz trêmula.
- Se você prefere ficar aqui sozinho, tudo bem.
Daniel olhou para os lados e pensou novamente. No fim, acabou aceitando e juntou-se a Miguel e Paulo.
Os três caminharam lentamente até a porta do banheiro, tomando cuidado para não fazerem barulho. O caminho não era longo. Apenas cinco passos curtos e já estavam parados na frente do banheiro. De dentro dele, uma luz muito fraca piscou.
- A janela... - Paulo não teve tempo de terminar a frase pois uma força invisível os puxou em direção à janela.
- AAAAAAAAAAAAAAH!!! - gritaram em uníssono.
A janela abriu-se como um buraco negro e eles foram sugados por ela. Apenas podia-se ouvir o som dos gritos dos garotos. Quando finalmente cansaram-se de gritar, perceberam que já estavam caindo sejá lá onde há alguns longos minutos.
- Que queda longa. - Miguel falou entediado.
Paulo concordou também entediado.
Daniel estava encolhido na medida que era possível ficar quando se está em queda livre para algum lugar desconhecido.
- Quando será que vamos nos estatelar no chão? - Paulo perguntou em deboche.
Daniel gemeu e os outros dois garotos riram do seu amigo.
- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!!! - o grito de Daniel assustou Paulo e Miguel.
- O que foi?! Não cansou de gritar? - Paulo perguntou irritado.
Daniel apontava paralisado para baixo. Paulo e Miguel perceberam e olharam para baixo. Algo marrom aproximava-se. Algo marrom...
- É O CHÃO! - Daniel gritou.
- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!!!! - dessa vez Paulo e Miguel acompanharam Daniel nos gritos.
BLOSH!
Como um míssil, os três abriram um buraco num monte fedorento. Eles levantaram-se observando a coisa marrom e fedorenta.
- Ora! Mais ocês fizeram um grande bagunça com o cocô das cabritas, não? - uma voz fina falou bem abaixo deles. Eles olharam para baixo assustados. Uma pequena criatura de nariz longo e empinando, cabelos e olhos roxos com um chapéu de palha estava em pé ao lado de uma imensa carroça lotada de esterco que impediu que os três garotos caíssem direto no chão. - Calma lá que vô ajudar ocês a descer. Guenta aí.
A criatura assoviou e alguns segundos depois um terremoto moveu o chão. Um buraco abriu-se e uma minhoca de proporções titânicas saiu de lá. Os três garotos nem conseguiram gritar quando a minhoca titânica começou a devorar todo o esterco da carroça e em poucos minutos os três já estavam na altura do chão e puderam pular da carroça.
A pequena criatura caminhou até eles. Ela chegava na cintura de Daniel.
- Então... - começou observando curiosa os três garotos. - de onde cês são? Cair do céu desse jeito é um jeito estranho de viajar.
Os três entreolharam-se.
- Onde estamos? - Miguel perguntou tomando a iniciativa.
A criatura olhou para eles desconfiada, mas acabou respondendo:
- Cês tão em Nárnia.
"
- Finalmente. - um dos três resmungou.
Os outros dois apenas confirmaram com a cabeça.
Finalmente o trem parou e suas portas se abriram. Um apito agudo soou. Os três olharam desconfiados para o trem vazio. Estranharam, mas a pressa fez com que entrassem sem demora. Com um novo apito, as portas fecharam-se e o trem pôs-se em movimento.
Nenhum dos três haviam pego um trem vazio como aquele. Os bancos estavam todos vazios. Eles caminharam até um deles e sentaram-se. Um pressentimento estranho estava percorrendo dentro deles. Eles sabiam que nunca, mas NUNCA mesmo, aquele trem poderia estar vazio. Afinal, eles moravam na CAPITAL.
O trem parou em todas as estações normalmente, mas ninguém entrou naquele vagão. Vez ou outra, quando o trem estava perto de parar, um deles levantava-se e procurava por alguma alma parada na plataforma. Não havia ninguém lá.
- Que cabrero. - o garoto falou com a voz cansada saindo forçadamente.
Os outros dois apenas concordaram com a cabeça.
Quando finalmente o trem chegou no destino dos garotos, eles saíram apressadamente pela plataforma subindo as escadas até a estação de trem. Para espanto deles, a estação estava tão vazia quanto o trem.
- Melhor a gente andar rápido até em casa. - o que falou era o menor dos três. Seus olhos vigiavam as quinas da estação procurando algo que ele não gostaria de encontrar.
Os três subiram a calçada com passadas longas e rápidas pulando até três degraus de uma só vez. Quando chegaram à rua, perceberam que ela estava igual a estação e o trem: VAZIOS.
- Que merda é essa? - perguntou o maior deles. Sua voz mostrando um misto de apreensão e espanto.
A luz dos postes estava fraca e a rua estava imersa numa densa névoa. Os três caminharam quase correndo até o apartamento em que moravam. Este não ficava tão distante, apenas algumas quadras da estação, então em poucos minutos já estavam em casa. Ficaram parados no portão esperando que o porteiro abrisse, mas ele não abriu. Então tocaram a campainha e esperaram. Passou-se um tempo e não obtiveram sinal do porteiro.
- Até o porteiro sumiu! - o menor dos garotos já não tentava esconder o medo. Ele olhava para todos os lados. Estava tremendo e não era de frio.
- Vem. - o do meio puxou o menor para perto da grade do estacionamento. - Pula e pega a chave. - falou para o menor que estremeceu com a idéia do amigo. Ele balançou a cabeça em negação tentando persuadir o amigo a ter outra idéia.
O maior dos três chegou mais perto.
- Vai! Anda logo, Daniel. - ele esbravejou.
Daniel, o menor dos três, pulou a grade relutante. Estava difícil ver a cabine do porteiro, e ele demorou para achar a chave do portão. Ele entrou na cabine preocupado. Aguçou os ouvidos para escutar qualquer coisa estranha.
- Que enrascada... - gemeu assustado.
Quando finalmente encontrou a chave, ele correu ao encontro dos amigos que esperavam do lado de fora. Ele abriu a grade com rapidez e os outros dois entraram.
- Valeu, Dan. - o maior deles parabenizou alegremente o amigo deixando um pouco de lado a apreensão daquela noite.
Os três subiram pelas escadas. O barulho dos passos ecoavam e parecia que caminhavam em um longo túnel.
Finalmente chegaram no apartamento. Eles abriram a porta e entraram.
- Que dia estranho. - Miguel, o garoto do meio, exclamou.
- Pode crer. - Paulo era o maior deles, mas apesar disso estava assustado como os outros dois, embora Daniel tremesse.
CRUNC!
Os garotos estremeceram quando o barulho da queda de algum objeto muito pesado cortou o silêncio.
- Que foi isso?! - Daniel estava amassado contra a parede. O medo fluía pelas lágrimas nos seus olhos.
- Não sei. - Miguel respondeu ao garoto tentando acalmá-lo.
CRUNC!
O barulho assustou novamente os garotos, embora menos dessa vez.
- Olha lá! - Paulo apontou para um luz fraca que saía do banheiro. Os três entreolharam-se pasmos.
- Vamos até lá. - Miguel sussurrou.
- Eu não vou. - Daniel retrucou com a voz trêmula.
- Se você prefere ficar aqui sozinho, tudo bem.
Daniel olhou para os lados e pensou novamente. No fim, acabou aceitando e juntou-se a Miguel e Paulo.
Os três caminharam lentamente até a porta do banheiro, tomando cuidado para não fazerem barulho. O caminho não era longo. Apenas cinco passos curtos e já estavam parados na frente do banheiro. De dentro dele, uma luz muito fraca piscou.
- A janela... - Paulo não teve tempo de terminar a frase pois uma força invisível os puxou em direção à janela.
- AAAAAAAAAAAAAAH!!! - gritaram em uníssono.
A janela abriu-se como um buraco negro e eles foram sugados por ela. Apenas podia-se ouvir o som dos gritos dos garotos. Quando finalmente cansaram-se de gritar, perceberam que já estavam caindo sejá lá onde há alguns longos minutos.
- Que queda longa. - Miguel falou entediado.
Paulo concordou também entediado.
Daniel estava encolhido na medida que era possível ficar quando se está em queda livre para algum lugar desconhecido.
- Quando será que vamos nos estatelar no chão? - Paulo perguntou em deboche.
Daniel gemeu e os outros dois garotos riram do seu amigo.
- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!!! - o grito de Daniel assustou Paulo e Miguel.
- O que foi?! Não cansou de gritar? - Paulo perguntou irritado.
Daniel apontava paralisado para baixo. Paulo e Miguel perceberam e olharam para baixo. Algo marrom aproximava-se. Algo marrom...
- É O CHÃO! - Daniel gritou.
- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!!!! - dessa vez Paulo e Miguel acompanharam Daniel nos gritos.
BLOSH!
Como um míssil, os três abriram um buraco num monte fedorento. Eles levantaram-se observando a coisa marrom e fedorenta.
- Ora! Mais ocês fizeram um grande bagunça com o cocô das cabritas, não? - uma voz fina falou bem abaixo deles. Eles olharam para baixo assustados. Uma pequena criatura de nariz longo e empinando, cabelos e olhos roxos com um chapéu de palha estava em pé ao lado de uma imensa carroça lotada de esterco que impediu que os três garotos caíssem direto no chão. - Calma lá que vô ajudar ocês a descer. Guenta aí.
A criatura assoviou e alguns segundos depois um terremoto moveu o chão. Um buraco abriu-se e uma minhoca de proporções titânicas saiu de lá. Os três garotos nem conseguiram gritar quando a minhoca titânica começou a devorar todo o esterco da carroça e em poucos minutos os três já estavam na altura do chão e puderam pular da carroça.
A pequena criatura caminhou até eles. Ela chegava na cintura de Daniel.
- Então... - começou observando curiosa os três garotos. - de onde cês são? Cair do céu desse jeito é um jeito estranho de viajar.
Os três entreolharam-se.
- Onde estamos? - Miguel perguntou tomando a iniciativa.
A criatura olhou para eles desconfiada, mas acabou respondendo:
- Cês tão em Nárnia.
"
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
No Brasil a seca atinge boa parte do território...já na França...
Essa semana foi de muito Sol, calor e umidade baixa. Os jornais informavam do estado de alerta de diversos municípios. Eu mesmo cheguei a ficar preocupado de morrer sufocado sem conseguir respirar, tanto que essa noite deixei uma bacia cheia de água do lado da minha cama para ver se melhorava um pouco as coisas. E não é que melhorou?!
Hoje o tempo esfriou, a umidade subiu e agora consigo até sentir o ar passando pelo nariz...contudo, situação pior quem está passando são os moradores de uma pequena vila na França. Vamos fazer uma pequena reflexão.
Você, essa semana, deve ter sentido a garganta secar e um bolor formar dentro dela, certo? Provavelmente estou. Depois, seus olhos arderam até chegar ao ponto de lacrimejar, mas infelizmente nem lágrimas seu corpo conseguiu produzir, certo? Também provavelmente estou certo. Pois é. Agora imagine se chegar alguém e falar pra você que desejaria que caísse qualquer coisa do céu. Qualquer coisa que fosse. O que faria? Desejaria também, não é? Pois pense bem no que vai desejar depois de ler essa notícia.
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2010/08/misterio-de-chuva-de-fezes-intriga-cidade-na-franca.html
Quem diria??? Quando li a notícia quase morri de tanto rir. Pois é, aqui nós reclamando da falta de chuva e na França os franceses reclamando do excesso de cocô-chuva.
Uma boa semana para todos e muitas risadas também.
Hoje o tempo esfriou, a umidade subiu e agora consigo até sentir o ar passando pelo nariz...contudo, situação pior quem está passando são os moradores de uma pequena vila na França. Vamos fazer uma pequena reflexão.
Você, essa semana, deve ter sentido a garganta secar e um bolor formar dentro dela, certo? Provavelmente estou. Depois, seus olhos arderam até chegar ao ponto de lacrimejar, mas infelizmente nem lágrimas seu corpo conseguiu produzir, certo? Também provavelmente estou certo. Pois é. Agora imagine se chegar alguém e falar pra você que desejaria que caísse qualquer coisa do céu. Qualquer coisa que fosse. O que faria? Desejaria também, não é? Pois pense bem no que vai desejar depois de ler essa notícia.
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2010/08/misterio-de-chuva-de-fezes-intriga-cidade-na-franca.html
Quem diria??? Quando li a notícia quase morri de tanto rir. Pois é, aqui nós reclamando da falta de chuva e na França os franceses reclamando do excesso de cocô-chuva.
Uma boa semana para todos e muitas risadas também.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Umidade do ar é o pior do ano em São Paulo

Algum de vocês já tiveram aquela sensação de derreter embaixo do Sol? Da garganta secar, os olhos arder e o pulmão não conseguir puxar o ar?
Pois é. Hoje foi um desses tão típicos dias de calor abafado e intenso. Pior de tudo: Hoje ainda tive que fazer várias tarefas na rua como ir no mercado, entre outras coisas.
É importante que todos usem protetor solar. Óculos escuros também ajudam e manter o corpo hidratado com muita água.
Boa semana para todos.
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Bienal 2010
Bom dia a todos!!
A Bienal 2010 ainda rola solta aqui em São Paulo. Eu fui dar uma olhada no evento no sábado junto com minha namorada, cunhadas e cunhados e apesar de estar super cheio, ainda assim achei bem legal. Lógico que os livros poderiam estar um pouco mais barato, mas como espero estar entrando no ramo de literatura, até entendo o preço dos livros.
Em contrapartida, muitos lançamentos. Vi imensas filas com pessoas loucas por um autógrafo de seus escritores favoritos e eu também estive em uma delas.
Visitei o estande da Leya pouco antes da presença de Raphael Draccon (escritor competente e bastante criativo) para garantir meu exemplar do terceiro livro de Dragões de Éter intitulado Círculos de Chuva.
Estou, no momento, no terceito ato sedento por continuar devorando o livro, mas as obrigações do dia-a-dia infelizmente me tiram desse mundo incrível que é Nova Ether. Como não podia deixar de ser, quando soube que Raphael Draccon estaria no estande em poucos minutos, corri para a fila que já se formava com outros, que como eu, vibraram com cada palavra, cada página, cada divagação que nos leva até o mundo maravilhoso que Draccon criou com tanta simplicidade e competência. Abaixo está uma foto que tirei com Draccon e que fiquei muito feliz, muito feliz mesmo de ter meu terceiro livro autografado por ele e abaixo da foto uma pequena resenha da série como um todo. Obrigado Draccon, obrigado por esse mundo que você criou e nos transportou até ele com maestria que apenas grandes escritores têm o dom de fazer.

"Dragões de Éter, lembro a primeira vez que o vi. Eu estava visitando minha família em Pernambuco quando minha mãe convidou eu e meu irmão para o shopping. Aceitamos e fomos. No shopping, entrei na livraria para folhear algum livro, procurando sem muito interesse por estilos que eu já conhecia e não faziam minha boca salivar com a vontade de lê-los. Foi então que, revirando uma estante de livros, vi um livro que me pareceu interessante. O nome do livro? Coração de Pedra. Peguei o livro e o folheei na esperança de sentir interesse em lê-lo. O interesse veio e eu o coloquei na cestinha de compras.
Quando minha mãe já estava no caixa, pronta para ir embora apenas esperando que eu a entregasse o livro, um nome me chamou a atenção. No meio de tantos livros, de tantas cores, eu vi algo que me chamou a atenção. Dragões de Éter. Li o nome do livro e o puxei da estante. Minha mãe já estava começando a ficar impaciente e só ficou mais ainda quando eu resolvi folhear o livro. Confesso que imaginei algo muito diferente da minha primeira impressão do que seria o livro. Imaginei algo como o filme Shrek onde o conto-de-fadas é apenas um motivo para comédia e senti dúvida qual livro levaria. Perguntei para meu irmão qual eu deveria levar. Ele, na mais sábia e inocente decisão, disse que eu devia levar Dragões de Éter porque era um livro só. Eu não teria que esperar até lançarem o próximo. Minha mãe, já extremamente impaciente disse para eu levar os dois. Ela pagaria por um enquanto eu pagaria pelo outro.
Eu estava no caixa passando meu cartão para comprar Dragões de Éter, mas ele não tinha crédito suficiente. Olhei para minha mãe como o gato do Shrek e consegui convencê-la a comprar também Dragões de Éter. Saí feliz da livraria, com dois livros na sacola.
Quando chegamos em casa, fui direto para a varando ler o Coração de Pedra, mas não sem antes golear meu irmão no Winning Eleven do playstation one. Comecei a leitura e fui até a madrugada. Para falar a verdade, não gostei muito. Em muitos momentos sentia o sono chegando, mas me esforcei em mantê-los abertos até o fim. Antes que o Sol nascesse, eu já estava no final do livro.
Ao terminar Coração de Pedra, senti um alívio por ter terminado e uma angústia por ter perdido meu sono lendo-o. Então fui para cama aproveitar os últimos minutos da noite (porque quem já visitou ou morou ou mora em Pernambuco, sabe que o amanhecer já traz um calor de fritar ovo no asfalto). Quando subi para minha cama, vi Dragões de Éter lá. Parecia estar dormindo. Peguei o livro e o folheei. O livro ainda era a versão antiga do primeiro livro. Deitei na cama e comecei a ler. Li e me envolvi de tal maneira na história que o livro tomou café da manhã, almoçou e jantou conosco. Em um dia terminei o primeiro livro. Quando virei a última página, um sentimento de satisfação tomou conta de mim. Ganhei um dia inteiro lendo um livro que fez minha mente viajar para um outro mundo, uma outra realidade.
Confesso que tomei um susto quando vi o segundo livro da série Dragões de Éter. Imaginava que o livro era volume único e me empolguei correndo até a livraria, apanhando o livro e pulando no caixa. Ainda hoje lembro a expressão de assustada da garota que estava no caixa quando pulei com o livro na mão. Voltei para casa e comecei a lê-lo. Quando terminei, mas um sentimento de satisfação me invadiu. O sentimento de ter ganho mais um dia lendo um livro tão bom quanto Dragões de Éter.
Fiquei angustiado na espera do terceiro e último ='( livro da série. Não sei se isso acontece com vocês, queridos leitores, mas eu sinto um vazio imenso depois que uma grande série termina. Foi assim com Friends, X-men, Caverna dos Dragões, Jiraya, dentre tantos outros que permearam minha vida. Ainda estou lendo o terceiro e estou adorando. Uma dualidade de sentimentos rivalizam dentro de mim. O sentimento de alegria por ter sido um dos felizardos de participar deste mundo incrível que é Nova Ether e o sentimento de tristeza pela última página dos irmãos Hanson, de Ariane, dos irmãos reais Branford, Liriel e Snail...personagens que conseguiram criar formas físicas dentro da minha mente. Mais uma vez, agradeço Raphael Draccon por ter nos dado o ingresso para este mundo maravilhoso, este mundo de intrigas políticas, rivalidades, amizades e tantos outros sentimentos que encontramos em nós mesmos e no nosso próprio mundo, assim como o mundo de Nova Ether, o mundo de Dragões de Éter."
A Bienal 2010 ainda rola solta aqui em São Paulo. Eu fui dar uma olhada no evento no sábado junto com minha namorada, cunhadas e cunhados e apesar de estar super cheio, ainda assim achei bem legal. Lógico que os livros poderiam estar um pouco mais barato, mas como espero estar entrando no ramo de literatura, até entendo o preço dos livros.
Em contrapartida, muitos lançamentos. Vi imensas filas com pessoas loucas por um autógrafo de seus escritores favoritos e eu também estive em uma delas.
Visitei o estande da Leya pouco antes da presença de Raphael Draccon (escritor competente e bastante criativo) para garantir meu exemplar do terceiro livro de Dragões de Éter intitulado Círculos de Chuva.
Estou, no momento, no terceito ato sedento por continuar devorando o livro, mas as obrigações do dia-a-dia infelizmente me tiram desse mundo incrível que é Nova Ether. Como não podia deixar de ser, quando soube que Raphael Draccon estaria no estande em poucos minutos, corri para a fila que já se formava com outros, que como eu, vibraram com cada palavra, cada página, cada divagação que nos leva até o mundo maravilhoso que Draccon criou com tanta simplicidade e competência. Abaixo está uma foto que tirei com Draccon e que fiquei muito feliz, muito feliz mesmo de ter meu terceiro livro autografado por ele e abaixo da foto uma pequena resenha da série como um todo. Obrigado Draccon, obrigado por esse mundo que você criou e nos transportou até ele com maestria que apenas grandes escritores têm o dom de fazer.

"Dragões de Éter, lembro a primeira vez que o vi. Eu estava visitando minha família em Pernambuco quando minha mãe convidou eu e meu irmão para o shopping. Aceitamos e fomos. No shopping, entrei na livraria para folhear algum livro, procurando sem muito interesse por estilos que eu já conhecia e não faziam minha boca salivar com a vontade de lê-los. Foi então que, revirando uma estante de livros, vi um livro que me pareceu interessante. O nome do livro? Coração de Pedra. Peguei o livro e o folheei na esperança de sentir interesse em lê-lo. O interesse veio e eu o coloquei na cestinha de compras.
Quando minha mãe já estava no caixa, pronta para ir embora apenas esperando que eu a entregasse o livro, um nome me chamou a atenção. No meio de tantos livros, de tantas cores, eu vi algo que me chamou a atenção. Dragões de Éter. Li o nome do livro e o puxei da estante. Minha mãe já estava começando a ficar impaciente e só ficou mais ainda quando eu resolvi folhear o livro. Confesso que imaginei algo muito diferente da minha primeira impressão do que seria o livro. Imaginei algo como o filme Shrek onde o conto-de-fadas é apenas um motivo para comédia e senti dúvida qual livro levaria. Perguntei para meu irmão qual eu deveria levar. Ele, na mais sábia e inocente decisão, disse que eu devia levar Dragões de Éter porque era um livro só. Eu não teria que esperar até lançarem o próximo. Minha mãe, já extremamente impaciente disse para eu levar os dois. Ela pagaria por um enquanto eu pagaria pelo outro.
Eu estava no caixa passando meu cartão para comprar Dragões de Éter, mas ele não tinha crédito suficiente. Olhei para minha mãe como o gato do Shrek e consegui convencê-la a comprar também Dragões de Éter. Saí feliz da livraria, com dois livros na sacola.
Quando chegamos em casa, fui direto para a varando ler o Coração de Pedra, mas não sem antes golear meu irmão no Winning Eleven do playstation one. Comecei a leitura e fui até a madrugada. Para falar a verdade, não gostei muito. Em muitos momentos sentia o sono chegando, mas me esforcei em mantê-los abertos até o fim. Antes que o Sol nascesse, eu já estava no final do livro.
Ao terminar Coração de Pedra, senti um alívio por ter terminado e uma angústia por ter perdido meu sono lendo-o. Então fui para cama aproveitar os últimos minutos da noite (porque quem já visitou ou morou ou mora em Pernambuco, sabe que o amanhecer já traz um calor de fritar ovo no asfalto). Quando subi para minha cama, vi Dragões de Éter lá. Parecia estar dormindo. Peguei o livro e o folheei. O livro ainda era a versão antiga do primeiro livro. Deitei na cama e comecei a ler. Li e me envolvi de tal maneira na história que o livro tomou café da manhã, almoçou e jantou conosco. Em um dia terminei o primeiro livro. Quando virei a última página, um sentimento de satisfação tomou conta de mim. Ganhei um dia inteiro lendo um livro que fez minha mente viajar para um outro mundo, uma outra realidade.
Confesso que tomei um susto quando vi o segundo livro da série Dragões de Éter. Imaginava que o livro era volume único e me empolguei correndo até a livraria, apanhando o livro e pulando no caixa. Ainda hoje lembro a expressão de assustada da garota que estava no caixa quando pulei com o livro na mão. Voltei para casa e comecei a lê-lo. Quando terminei, mas um sentimento de satisfação me invadiu. O sentimento de ter ganho mais um dia lendo um livro tão bom quanto Dragões de Éter.
Fiquei angustiado na espera do terceiro e último ='( livro da série. Não sei se isso acontece com vocês, queridos leitores, mas eu sinto um vazio imenso depois que uma grande série termina. Foi assim com Friends, X-men, Caverna dos Dragões, Jiraya, dentre tantos outros que permearam minha vida. Ainda estou lendo o terceiro e estou adorando. Uma dualidade de sentimentos rivalizam dentro de mim. O sentimento de alegria por ter sido um dos felizardos de participar deste mundo incrível que é Nova Ether e o sentimento de tristeza pela última página dos irmãos Hanson, de Ariane, dos irmãos reais Branford, Liriel e Snail...personagens que conseguiram criar formas físicas dentro da minha mente. Mais uma vez, agradeço Raphael Draccon por ter nos dado o ingresso para este mundo maravilhoso, este mundo de intrigas políticas, rivalidades, amizades e tantos outros sentimentos que encontramos em nós mesmos e no nosso próprio mundo, assim como o mundo de Nova Ether, o mundo de Dragões de Éter."
sábado, 31 de julho de 2010
Refrigerante x Suco
Booooooooooooa nooooooooooite a todos.
Hoje, devo dizer, foi um dia bem cansativo. Já são quase onze da noite e finalmente agora consegui parar um pouco para pensar em atualizar o blog. Já o site....
Para aqueles que não conhecem, eu tenho um site cujo endereço ikedaarts está em constante ociosidade. Nele tenho algumas animações e desenhos feitos por mim. Hoje irei fazer propaganda de um deles.
Imagine você, um cara saudável, que adora sucos naturais e coisas do tipo. Aí você vem pra São Paulo e o que você mais encontra são refrigerantes com gosto nada natural. Mas e se você pudesse juntar o gosto da fruta com o gosto de refrigerante? Seria bom, não? O primeiro refrigerante que eu gostaria de encontrar seria o Cajá-Cola.
Quando vim para São Paulo procurei em lanchonetes, restaurantes, botecos e carrinhos de cachorro-quente, mas nenhum deles não vendiam suco de cajá. Alguns ainda acharam que fosse alguma droga ou alguma marca de cigarro. Paciência. Para os que não conhecem, cajá é uma fruta deliciosa que tem o formato de um coco mas muito pequeno. A cor é alaranjada, mas como sou um pouco daltônico, melhor não confiar muito nessa informação.
Então preparei uma imagem para servir de propaganda para alguma empresa de refrigerante apostar na idéia.
Cajá-Cola
Hoje, devo dizer, foi um dia bem cansativo. Já são quase onze da noite e finalmente agora consegui parar um pouco para pensar em atualizar o blog. Já o site....
Para aqueles que não conhecem, eu tenho um site cujo endereço ikedaarts está em constante ociosidade. Nele tenho algumas animações e desenhos feitos por mim. Hoje irei fazer propaganda de um deles.
Imagine você, um cara saudável, que adora sucos naturais e coisas do tipo. Aí você vem pra São Paulo e o que você mais encontra são refrigerantes com gosto nada natural. Mas e se você pudesse juntar o gosto da fruta com o gosto de refrigerante? Seria bom, não? O primeiro refrigerante que eu gostaria de encontrar seria o Cajá-Cola.
Quando vim para São Paulo procurei em lanchonetes, restaurantes, botecos e carrinhos de cachorro-quente, mas nenhum deles não vendiam suco de cajá. Alguns ainda acharam que fosse alguma droga ou alguma marca de cigarro. Paciência. Para os que não conhecem, cajá é uma fruta deliciosa que tem o formato de um coco mas muito pequeno. A cor é alaranjada, mas como sou um pouco daltônico, melhor não confiar muito nessa informação.
Então preparei uma imagem para servir de propaganda para alguma empresa de refrigerante apostar na idéia.
Cajá-Cola
segunda-feira, 19 de julho de 2010
A Guerra dos Sexos
Desde os primórdios da civilização, homens e mulheres brigam numa verdadeira guerra dos sexos.
É insulto daqui, é ameaça de lá. Homens ameaçam quebrar o cartão de crédito e mulheres ameaçam greve de sexo. Com ameaças e ameaças, alguns ainda conseguem se safar dessa guerra interminável.
Como não podia deixar de ser, o motivo pelo qual as guerras são mais constantes é a cozinha. "- Lugar de mulher é na cozinha!" "- Não, lugar de homem é na cozinha!" "- Poft!" "- Paft!". Eu particularmente não entendo a razão disso e muitas vezes me pego pensando sobre tal situação. "Coitada da cozinha"- penso. O lugar mais sagrado da casa (atrás apenas do banheiro que é o verdadeiro santuário), é jogado de um lado para o outro nesse ping-pong da relação entre os sexos opostos.
Então eu, como homem, resolvi reivindicar a cozinha como sendo território masculino. E assim sendo, devemos nos suprir dos equipamentos que irão nos ajudar a manter o local limpo, fresco e agradável.
http://www.papodebar.com/refrigerador-asko-a-geladeira-para-homens-de-verdade/
É insulto daqui, é ameaça de lá. Homens ameaçam quebrar o cartão de crédito e mulheres ameaçam greve de sexo. Com ameaças e ameaças, alguns ainda conseguem se safar dessa guerra interminável.
Como não podia deixar de ser, o motivo pelo qual as guerras são mais constantes é a cozinha. "- Lugar de mulher é na cozinha!" "- Não, lugar de homem é na cozinha!" "- Poft!" "- Paft!". Eu particularmente não entendo a razão disso e muitas vezes me pego pensando sobre tal situação. "Coitada da cozinha"- penso. O lugar mais sagrado da casa (atrás apenas do banheiro que é o verdadeiro santuário), é jogado de um lado para o outro nesse ping-pong da relação entre os sexos opostos.
Então eu, como homem, resolvi reivindicar a cozinha como sendo território masculino. E assim sendo, devemos nos suprir dos equipamentos que irão nos ajudar a manter o local limpo, fresco e agradável.
http://www.papodebar.com/
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