Os garotos olharam ao seu redor. Um misto de incredulidade e espanto percorria suas veias transformando suas entranhas numa pequena bola de adrenalina. Um imenso vale verde os cercava. Num lado, arrastando-se até o fim do mundo, crescia pomares de árvores frutíferas de diversas espécies e cores. Uma brisa suave trouxe um aroma tenro e doce até as narinas dos três garotos. Eles inspiraram profundamente e expiraram. Nunca sentiram ar tão gostoso em toda a vida. Esse aroma era muito diferente do aroma da grande capital onde moravam. Eles lembravam sempre do ar repleto de poluição quando Daniel enfrentava suas crises de asma e era preciso uma máquina para oferecer-lhe um ar razoavelmente puro. Mas aqui, nesta colina, neste mundo, os três garotos podiam respirar profundamente que não se engasgariam com alguma fuligem oriunda de alguma fábrica ou dos automóveis. Eles estavam no paraíso. Mesmo banhados em esterco, ainda assim sentiam o sangue ser preenchido por algo agradável, algo vivo.
- Cês vão ficar aí parados mesmo? – eles ouviram a voz perguntar despertando-os do transe no qual se encontravam.
- Esse lugar é demais! – Miguel falou maravilhado arrancando um sorriso satisfeito da estranha criatura que os encarava.
- Obrigada. – a estranha criatura respondeu. Ela compartilhava o mesmo sentimento de admiração por aquelas estranhas criaturas que surgiram do céu como aquelas criaturas admiravam maravilhadas seu mundo. – Nos esforçamos para manter tudo bonito.
- Nós? – Paulo perguntou curioso. – Então há mais iguais a você aqui?
A criatura do cabelo roxo e nariz longo e fino pareceu não gostar da pergunta de Paulo porque sua expressão fechou. Paulo percebeu a sua inconveniência e desculpou-se.
- Há mais iguais a mim por aqui. – respondeu a criatura com irritação.
- Desculpe, não foi o que eu quis dizer. – Paulo desculpou-se novamente.
Enquanto isso, Daniel inspirava e expirava repetidas vezes. Sentia como se tivesse nascido de novo. Seus pulmões agora podiam encher-se de um ar que ele nunca sonhou existir. Um ar puro, doce.
- Adorei esse lugar! – Daniel gritou assustando Paulo, Miguel e a criatura do cabelo roxo. Ele correu até eles e os abraçou fervorosamente até levando a criatura do cabelo roxo para dançar alguns passos de forró misturado com axé que mais pareceu que seu cada parte do seu corpo havia sido desmontado e começara a desmoronar. Ele ria maravilhado. Pouco depois, Paulo e Miguel compartilharam das risadas frenéticas de Daniel e passaram a dançar junto com ele e a criatura de cabelo roxo que ainda não conseguia entender o que aqueles três estavam fazendo.
- PAREM! – ela gritou quando imaginou que tudo aquilo seria um ritual para controlar sua mente para infiltrá-la na vila e passar informações importantes para eles. Era isso! Eles deviam ser espiões dos seus primos do Norte! Aqueles bastardos! A criatura saltou para longe deixando os três garotos surpresos parados olhando pasmos para a pequena criatura do cabelo roxo que estava com um objeto semelhante a uma pistola na mão. – Quem são vocês? – perguntou desconfiada.
Os três garotos pararam de dançar. Eles iam levantando as mãos quando a criatura gritou assustada:
- Não se mexam! – gritou completamente apavorada. Seus olhos estavam fechados e sua mão tremia com a arma na mão. Os três garotos pararam apavorados com as mãos a meia altura entre a cintura e a cabeça.
- TINA! – uma voz ecoou atrás da colina. A criatura olhou espantada de onde teria vindo a voz. – Abaixe já essa arma, menina! – a voz gritou novamente. Uma coisa irreconhecível redonda começou a surgir abaixo da colina. Subia a passos rápidos, logo um rosto redondo e vermelho como o Sol pôde ser reconhecido. Tinha um escasso monte de cabelo roxo no topo da cabeça e alguns fios saltando da camisa suada.
- Pa...papai! – a menina exclamou na dúvida entre se corria para os braços do seu pai irritado ou se permanecia próxima dos três estranhos que tentavam abduzi-la com um estranho ritual.
- Eu já não falei... – e o pai percebeu com um súbito espanto os três estranhos que estavam entre ele e sua filha. Ele parou próximo a eles e seu queixo caiu. Seus olhos encheram-se de lágrimas e num instante ele saltou nos pés dos garotos assustando-os.
- Ei!
- Não nos mate!
- Vocês finalmente vieram! – gritou a criatura do rosto redondo.
- O que você quer dizer com isso? – Paulo perguntou tentando desvencilhar-se dos braços daquela criatura do rosto redondo. Ele olhou para Tina implorando que o ajudasse, mas a pequena criatura observava seu pai tão espantada quanto os três garotos.
- Os Três Mosqueteiros... – o pai falou esperançoso.
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Perfil no Twitter
Olá leitores,
Criei um perfil no Twitter: limaTERRITORIOS
Quem quiser me seguir lá ou quiser seguidores, à vontade para pedir.
Um grande abraço
Criei um perfil no Twitter: limaTERRITORIOS
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Um grande abraço
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Contos no Nerd Escritor
Boa noite leitores do blog,
Estou escrevendo alguns contos no blog O Nerd Escritor. Abaixo segue o link de um desses contos:
http://www.onerdescritor.com.br/2010/10/a-janela-para-narnia/
Estou escrevendo alguns contos no blog O Nerd Escritor. Abaixo segue o link de um desses contos:
http://www.onerdescritor.com.br/2010/10/a-janela-para-narnia/
sábado, 27 de novembro de 2010
Leitura de Nick of Time: Uma Aventura pelo Tempo
Bom dia a todos,
Ontem terminei de ler o livro Nick of Time - Uma Aventura pelo Tempo do autor Ted Bell publicado aqui no Brasil pela editora Novo Século. Abaixo segue minhas impressões sobre o livro.
Nick of Time, na primeira vez que o vi na prateleira, senti meus olhos enchendo-se de emoção. Olhei para a capa e pensei: "Esse livro deve ser muito bom!". Em seguida, foi a vez de ler o pequeno resumo e aí tive certeza que o livro era demais. Comprei-o na mesma hora. No caminho, deletei-me com a espera como uma criança esperando o tão esperado bolo ficar pronto. Chegando em casa, logo iniciei a tão esperada leitura. Contudo, cada palavra lida, cada página virada, parecia que o bolo estava salgado demais. Não li mais do que vinte páginas naquela primeira leitura, encostei o livro no armário esperando uma outra oportunidade que eu o pegasse para ler. Alguns meses depois, desesperado para ler, resolvi apostar novamente minhas fichas numa boa leitura de Nick of Time. Dessa vez, sem criar expectativas, não me decepcionei. A leitura transorreu lividamente. Terminei o livro em algumas semanas, é verdade, mas mesmo assim não deixou de ser uma leitura agradável.
A história, como um todo, até convence. Alguns fatos, no entanto, sempre deixa muitos nós soltos. Viagem no tempo é um tema muito interessante de se trabalhar, contudo a dificuldade é muito grande para deixar os nós da história bem atados. Os personagens não achei muito carismáticos. Por vezes, perdia em algum lugar da minha mente a fisionomia e a personalidade deles, com exceção da carismática Kate. O vilão também não é algo que convence. Faltou criar uma personalidade um pouco mais real para Blood.
Bom. Fora tudo isso que eu disse, dá para tirar uma boa leitura do livro. Basta não ir com tanta sede ao pote esperando um verdadeiro clássico.
Essa é a minha opinião. Qual é a sua?
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Harry Potter 7 - Parte 1

Ontem fui com minha namorada ao cinema assistir o filme Harry Potter - As Relíquias da Morte. Como não li o livro, apenas posso dizer que gostei do filme como filme. Já minha namorada falou que o filme realmente retratava bem o que estava acontecendo no livro, com exceção de uma ou outra cena.
Como eu já esperava, ela começou a chorar logo no primeiro minuto de filme. Eu gostei da maneira como o filme fluiu (muito diferente do filme anterior que estava uma verdadeira porcaria). Muitas cenas de ação e até alguns sustos.
Harry Potter - As Relíquias da Morte é um bom filme para assistir. Mesmo para aqueles que detestam o bruxinho.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Harry Potter e sua importância
Bom dia a todos,
Sexta-feira passada o primeiro filme de duas partes do último livro de Harry Potter estreou nas telonas. Confesso que não sou fã de carteirinha da série, mas reconheço a enorme importância de Harry Potter, não só para a literatura fantástica, mas também para a literatura como um todo. Eu ainda não li todos os livros, estou lendo pouco a pouco, curtindo cada página (normalmente devoro os livros).
Achei engraçado quando eu e minha namorada fomos no cinema e passou o trailer do filme de Harry Potter e ela começou a chorar. Então me dei conta de como a série também foi importante para as pessoas. Lembrei quando vi o último capítulo de Friends e senti um vazio logo em seguida. Também quando li o último livro de Percy Jackson, Dragões de Éter, entre outros e realmente é triste quando terminamos algo que passamos tanto tempo vivendo, vendo, sentindo.
Infelizmente, não só as escolas, como principalmente os vestibulares pelo país inteiro, não incentivam o hábito da leitura pelo prazer de ler. Cada escola, vestibular, exigem do aluno ler um livro que muitas vezes não tem o gancho que o prende no livro. Dessa maneira, um sentimento de repulsa em relação aos livros acaba crescendo no âmago do aluno e ele cria uma barreira contra a literatura. As escolas e principalmente as universidades poderiam olhar com mais carinho a idéia de redigir uma lista de livros exigidos um pouco mais eclética abrangendo diversos tipo de literatura. Muitos dizem "não" para a literatura fantástica porque são estrangeiras. Tudo é apenas uma desculpa, porque há muita literatura fantástica nacional de excelente qualidade.
Rowling e sua obra, felizmente, plantaram uma pequena semente que já dá sinais de crescimento. A literatura fantástica é hoje uma grande vertente. Espero que continue crescendo e que novos e excelentes livros sejam escritos e lidos.
Sexta-feira passada o primeiro filme de duas partes do último livro de Harry Potter estreou nas telonas. Confesso que não sou fã de carteirinha da série, mas reconheço a enorme importância de Harry Potter, não só para a literatura fantástica, mas também para a literatura como um todo. Eu ainda não li todos os livros, estou lendo pouco a pouco, curtindo cada página (normalmente devoro os livros).
Achei engraçado quando eu e minha namorada fomos no cinema e passou o trailer do filme de Harry Potter e ela começou a chorar. Então me dei conta de como a série também foi importante para as pessoas. Lembrei quando vi o último capítulo de Friends e senti um vazio logo em seguida. Também quando li o último livro de Percy Jackson, Dragões de Éter, entre outros e realmente é triste quando terminamos algo que passamos tanto tempo vivendo, vendo, sentindo.
Infelizmente, não só as escolas, como principalmente os vestibulares pelo país inteiro, não incentivam o hábito da leitura pelo prazer de ler. Cada escola, vestibular, exigem do aluno ler um livro que muitas vezes não tem o gancho que o prende no livro. Dessa maneira, um sentimento de repulsa em relação aos livros acaba crescendo no âmago do aluno e ele cria uma barreira contra a literatura. As escolas e principalmente as universidades poderiam olhar com mais carinho a idéia de redigir uma lista de livros exigidos um pouco mais eclética abrangendo diversos tipo de literatura. Muitos dizem "não" para a literatura fantástica porque são estrangeiras. Tudo é apenas uma desculpa, porque há muita literatura fantástica nacional de excelente qualidade.
Rowling e sua obra, felizmente, plantaram uma pequena semente que já dá sinais de crescimento. A literatura fantástica é hoje uma grande vertente. Espero que continue crescendo e que novos e excelentes livros sejam escritos e lidos.
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Estacionar nem sempre é tão simples
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
O que você faria se recebessse uma carta do governo informando da morte de algum ente querido?
Choraria?
Xingaria Deus e o mundo por ter levado esse ente querido?
Arrancaria seus cabelos com as próprias mãos?
Talvez todas as opções anteriores?
É. São ações compreensíveis.
Em Northampton, na Inglaterra, uma mãe recebeu uma carta do governo relatando a morte de sua filha. A mulher, em estado de choque, ligou para sua filha para "saber" da sua morte. Agora, como alguém morto pode explicar sua morte? No céu existe celular?
Apesar da filha estar "morta", ela atendeu o celular e acalmou a mãe dizendo que estava tudo bem com ela.
Não é só no Brasil que o governo nos faz passar por situações um tanto inusitadas.
Para ler a notícia retirada do site da globo.com, basta acessar o link abaixo:
Choraria?
Xingaria Deus e o mundo por ter levado esse ente querido?
Arrancaria seus cabelos com as próprias mãos?
Talvez todas as opções anteriores?
É. São ações compreensíveis.
Em Northampton, na Inglaterra, uma mãe recebeu uma carta do governo relatando a morte de sua filha. A mulher, em estado de choque, ligou para sua filha para "saber" da sua morte. Agora, como alguém morto pode explicar sua morte? No céu existe celular?
Apesar da filha estar "morta", ela atendeu o celular e acalmou a mãe dizendo que estava tudo bem com ela.
Não é só no Brasil que o governo nos faz passar por situações um tanto inusitadas.
Para ler a notícia retirada do site da globo.com, basta acessar o link abaixo:
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Desgraça pura...
Faltava pouco para terminar o terceiro livro da série Territórios, mas li e reli e não dava para continuá-lo. Os laços acabaram se perdendo em meio a tantos acontecimentos paralelos e alguns que acabaram fazendo a história perder o rumo. Por isso, apaguei tudo e recomecei.
Espero que dessa vez a história tenho uma fluidez mais dinâmica.
Abraços
Espero que dessa vez a história tenho uma fluidez mais dinâmica.
Abraços
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Fim de semana no Hopi Hari: Diversão ou Irritação??

Boa tarde leitores queridos,
Ontem (domingo) fui no Hopi Hari para um domingo de diversão e pasmém. Tudo não passou de um dia de filas.
Logo que chegamos, uma enorme fila para o estacionamento nos aguardava. Esperamos pacientemente até que depois de quase uma hora e meia, se não mais, conseguimos estacionar o carro.
Corremos até o Hopi Hari (todos estávamos apertados) e chegando lá quase tive um troço. Uma multidão aguardava para comprar bilhete e uma maior ainda para conseguir passar das catracas. Mais uma hora na fila até conseguirmos entrar no Hopi Hari. Lá dentro, como já era de se esperar, filas e mais filas de pessoas formavam um imenso desenho de fitas com nós, remendos e algumas pequenas discussões. Já de costume, a fila do banheiro feminino existia e ia longe, a do masculino, como raras vezes vi acontecer formava uma pequena fila. Para minha sorte, já tinha tirado água das canelas antes de entrar no parque.
Depois de todos já desapertados, fomos comer. Mais uma fila. Pelo menos uma hora perdemos até conseguirmos fazer o pedido. Engolimos o hamburguer e a batata frita que estavam muito gostoso e fomos para os brinquedos. Decidimos ir para o SPLESH. Uma fila de mais duas horas nos aguardava lá. Pouco a pouco, em passos míudos, a fila andou e após duas horas de espera, brincamos numa atração de menos de um minuto.
Saindo do SPLESH molhados da cabeça aos pés, corremos para a montanha-russa. Achei que tinhámos traçado o pior início de caminho para ir nas atrações do parque, mas depois do que vi, agradeci por termos escolhido o caminho certo.
A fila da montanha-russa tinha nada menos do que três horas de espera apenas para chegar na porta do brinquedo. Mais para dentro, uma enorme serpente feita de pessoas serpenteava até finalmente chegar no brinquedo. Não faço idéia de quantas pessoas estavam na fila, mas eram muitas. Andamos até de maneira rápida, mas duas horas e meia passaram-se até finalmente chegarmos na ponte. Bom, aí vocês devem pensar que finalmente fomos no brinquedo, mas não. A ponte era só uma ilusão. Ela descia numa escada para baixo da montanha-russa ziguezagueando e fazendo eu perder a paciência. Ainda ficamos firmes (embora o frio fizesse o corpo tremer, a perna doer e o joelho ranger), mas por fim nos demos por vencidos. Os carrinhos quebravam e uma longa pausa era dada até que finalmente eram arrumados. Para "melhorar", eles disponibilizaram um carrinho para as pessoas irem de costa na montanha-russa e outro para elas irem de frente. As duas filas cresciam, mas enquanto a fila para o carrinho que descia de costas crescia em progressão aritmética, a fila para o carrinho normal crescia em progressão geométrica elevada ao cubo.
Desistindo, ainda tentamos ter fôlego para mais um brinquedo. Não houve fôlego suficiente e fomos embora. Um fim de semana de diversão no hopi hari passou a ser um fim de semana de cansaço, stress e irritação.
"Se for para pegar fila, melhor ir a um banco."
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